quinta-feira, 26 de junho de 2008

Vídeo da Polícia Militar



Assista ao novo vídeo da Polícia Militar muito bem produzido pelo Centro de Comunicação Social da PMSC.

A cada dez horas uma criança é brutalmente assassinada no Brasil

Por Cristina Possamai

No mesmo final de semana em que a menina Isabella foi morta, mais quatro crianças perderam suas vidas brutalmente. Segundo o Ministério da Saúde, aproximadamente a cada dois dias pelo menos cinco crianças com menos de 14 anos são mortas violentamente. Ou seja, a cada dez horas uma criança é assassinada no Brasil.

A principal causa das mortes são as armas de fogo. Em segundo lugar aparece o espancamento. Muitas vezes os pais, ou alguém próximo, não tem necessariamente a intenção de tirar a vida do menor, mas com raiva perdem o controle e agridem sem ter noção do mal estão fazendo. Em seguida, os falecimentos provocados por objetos cortantes (facas), estrangulamento ou sufocação.

A crueldade também se manifesta através de afogamento, queimadura e abusos físicos e sexuais.
Conforme o divulgado no Portal G1, o disque 100, telefone nacional de denúncias de violência e abusos contra a criança e o adolescente, atende quase cem chamadas por dia referentes a maus tratos ou agressões físicas ou psicológicas. Na grande maioria, o criminoso faz parte ou é próximo da família.

“A mãe bate mais, mas quem maltrata mais violentamente, a ponto de ser hospitalizado, geralmente é o homem, o pai. Isso acontece em todos os níveis sociais, em todos os estratos econômicos da sociedade”, afirmou o pediatra Lauro Monteiro, em entrevista ao Jornal Hoje da Rede Globo.

Mesmo sendo de extrema revolta, dificilmente a polícia consegue chegar ao responsável, já que as confissões são raras e mentiras são freqüentes quando familiares ou conhecidos estão envolvidos.

“É difícil punir porque normalmente não tem testemunhas. Estamos falando de assassinatos de crianças dentro de casa. Dentro de casa, você não tem testemunhas. E quando tem, é da família, e gente da família sempre se preocupa muito e normalmente não incrimina gente da família”, reconheceu o juiz Luiz Flávio Gomes, envolvido em um caso de homicídio infantil, onde um homem teria matado o filho de sua ex-namorada como vingança pelo fim do relacionamento.

“Não é rara a morte de crianças dentro das casas. É raro isso tudo ganhar publicidade, ter provas, ir a júri e haver condenação. No Brasil, isso é muito difícil”, ressalta o criminalista, requisitado pela Rede Globo, concluindo que apenas em situações extraordinárias, como nos casos da menina Isabela e do garoto João Hélio, essas fatalidades ganham repercussão nacional. Normalmente, os casos são abafados sem que ninguém seja penalizado.